terça-feira, abril 08, 2008

Restauro do tecto da capela da Póvoa

Citação:

"O poeta é um fingidor
E finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente".



Inicialmente algo apreensivo quanto à execução do restauro do tecto da capela da Póvoa, confesso-me agora maravilhado com a aprimorada conclusão da obra.

Bem sei que há hoje uma extensa gama de podutos capazes de um restauro perfeito... Terá sido executado por pessoal altamente especializado...

Porém, o resultado é espectacular, com calafetagem perfeita, afinação e acerto de tintas magistral.

Tudo respeitou de tal forma a traça, o traço, a tonalidade originais, e a desmaiada policromia gravada pela corrosão do tempo, que tive dúvida de que alguém lá tivesse mexido.

Nada, absolutamente nada, ficou ao acaso ou foi adulterado. Porém, o que mais me fascinou foi a autenticidade conferida à pintura das taliscas e buracos – que eu julgava impossível – que parecem tão autênticos, tão autênticos, que dá vontade de, por entre eles – no escuro da noite – espreitar as pernas da lua, quando ela ali se detém a adorar o Menino.

Ai se não fosse pecado tal acto dentro da capela!...

Não fora a vergonha e, incrédulo como S. Tomé, teria a tentação de os ir tactear ( os buracos e frinchas) com os meus dedos, e confirmar se são realidade ou pintura.



Zé Macário

sexta-feira, abril 04, 2008

Correu há alguns meses atrás, na comunicação social, que os bispos portugueses levaram uma "puxão de orelhas" de S. Santidade, pelo decréscimo da prática religiosa em portugal.

Correu também, posteriormente, que o Papa aconselhava ou impunha, ( não sei bem) que as homilias não se prolongassem, por mais de dez minutos e versassem exclusivamente sobre passagens das escrituras Sagradas.

Passaram já mais de 40 anos depois do Concílio Vaticano II, sem que as doutrinas dele saídas - e que foram entusiásticamente recebidas pela juventude católica de então- fossem implementadas principalmente no que diz respeito a uma efectiva e responsável participação dos leigos na vida religiosa das respectivas comunidades; Os leigos continuaram simples ouvidores das prédicas da sua hierarquia ou serventuários do pensamento desta.

Sente-se já a necessidade de convocação de novo Concílio, com novas orientações, face às velozes transformações sociais que o mundo sofreu, sem que tenha havido uma efectiva prátia do que foram as orientações do Concílio Vaticano II.

Por isso me parece razoável o aludido "puxão de orelhas", vindo aliás de alguém que pela sua firmeza, há muito me habituara a admirar.


Queixam-se os nossos prelados da CEP, de estarmos perante um estado militantemente ateu. Porém, poderemos perguntar nós, onde e quando convocaram eles as suas "hostes" para responder de forma militantemente religiosa, travar os desmandos do estado, e fazer valer princípios da nossa doutrina?

Recordo que a seguir ao 25 de Abril de 1974, essas "hostes" responderam prontamente ao apelo da sua hierarquia, vindo a combate, pela reposição da sua Rádio Renascença, repondo-a em funcionamento e com maior vigor, quando se encontrava eminentemente perdida. Sim, faltam "Generais", no combate e, de mansinho, mansinho a crise de valores está aí bem instalada, tendo já ferido de morte o sistema de educação nas familias e nas escolas e com ele toda a sociedade.

As conversas são como as cerejas, e por isso, me alonguei neste artigo, pois só pretendia falar de uns dias de férias Pascais que tive na Póvoa e em que mais assíduamente assisti a algumas homilias em diferentes comunidades locais pequeníssimas, onde em alguns casos, os oradores se perderam em elogios e louvaminhas "puéris" sem aparente razão, a alguns elementos da comunidade, sem se aterem - como recomendou o Papa - às Sagradas Escrituras.

Ora, eu parece-me que qualquer distinção elogiosa, de
exaltação de um qualquer elemento da comunidade - sendo de interpretação subjectiva- tem como reflexo a humilhação de todos os elementos não exaltados; para além de que não devem as homilias ser o atribuir de "medalhas" ou uma "passerelle" de vaidades. No entanto, pode ser uma forma- e isto também acontece - de fazer chamamento à reciprocidade do elogio; Quando eu era muito menino, a brincadeira de que mais gostava, era fazer altos elogios à montanha para que ela me devolvesse o eco.

Isto porém, não vale a pena, até porque a realidade para cada um, não é a que outros tentam transmitir-lhe ou a que é captada pelo seu sistema sensorial, é antes o fruto sintético do labor interpretativo do cérebro, dos elementos captados. Como diria Nietzshe, não há factos, só interpretação de factos.

Na mesma linha e para terminar. Sinto saudades do tempo em que os sacerdotes, quando se dirigiam à comunidade, o faziam designando-a sempre de "Caríssimos irmãos"; Hoje parece terem aprendido com os políticos- o que é um péssimo exemplo- e dirigem-se às eminências, exelências, senhores presidentes, senhores doutores, senhores professores, minhas senhoras e meus senhores !...

Enfim, perdi estatuto. O mundo pula e avança.

Ass. Zé Macário

sexta-feira, março 28, 2008

As obras da nossa Capela



Agradecimento

Terminadas que estão as obras da capela, não queríamos deixar passar esta oportunidade sem um sentido agradecimento pela generosidade de todos os que com os seus donativos, tornaram esta obra possível.
Gostaríamos em primeiro lugar de dirigir uma palavra de admiração, agradecimento e reconhecimento ao Sr. Padre Dr. Assunção pelo empenho que dedicou a esta causa, não se tendo poupado a esforços e estando presente sempre que necessário, para que esta obra não morresse antes de nascer. O seu interesse e entusiasmo foram para todos nós um estímulo e uma certeza de que seríamos capazes de levar por diante este projecto. Todos temos a noção da importância do seu empenho da sua dedicação e da sua generosidade que são dignos de público reconhecimento.
Em segundo lugar queremos agradecer às comissões de festas de 2006 e 2007, pela forma como souberam gerir os donativos recebidos, de modo a que uma boa parte revertesse a favor das obras da nossa capela, sem que tal tivesse afectado a animação que foi vivida durante esses dias. As comissões merecem, também elas, o nosso elogio não só pelas ofertas, mas também pela boa gestão que fizeram dos recursos que tiveram à sua disposição, proporcionando, durante os dias de festa, momentos de convívio e de fraternidade que a Póvoa há muito tempo não vivia.
Também a comissão de baldios merece o nosso muito obrigado, pela sua generosa oferta, fazendo crer à comissão que poderíamos contar com eles e avançar sem receios, pois não iríamos estar sós.
Agora, que estamos a chegar ao fim, queremos confessar as dúvidas e os receios que sentíamos no inicio deste processo pois os valores em presença eram significativos. No entanto, o início das obras aconteceu e dia após dia, semana após semana, mês após mês a nossa confiança foi crescendo, a nossa crença de que era possível foi-se firmando. A nossa comunidade respondeu ao apelo, aderiu à proposta que foi lançada e mostrou do que éramos capazes de fazer colectivamente. As adesões foram muitas, os residentes na nossa aldeia, os filhos da terra que se encontram espalhados por vários pontos do país, mas que guardam no coração a sua terra e as suas raízes, fizeram as mais variadas e generosas ofertas, podendo dizer hoje como o poeta: “Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”.
Neste quadro de agradecimentos, temos todo o orgulho e sentido de dever, em dar uma palavra de grande consideração, reconhecimento e admiração pelas gentes de Juvandes, pois também elas se associaram às pessoas da Póvoa, como dois povos que se fundiram num só, por uma causa, que quiseram que fosse delas também. Para vós povo da Juvandes, o nosso bem-haja.
A todos os que colaboraram das mais variadas formas os nossos sinceros agradecimentos. Estas são justas palavras de gratidão por tudo aquilo que, com a generosa participação, espírito de sacrifício e solidariedade de todos vós, conseguimos levar por diante tal obra. Partilhamos também o nosso sentimento de dever cumprido, para com a nossa terra, a salvaguarda do nosso património, e a nossa devoção à Nossa Senhora do Pranto.

A Comissão


Nota:
Considerando que as obras de restauro se encontram concluídas, logo que a parte de iluminação que se encontra em estudo esteja efectuada, serão colocadas algumas fotos nesta página.

quarta-feira, março 26, 2008

A POLÉMICA DATA DA PÁSCOA, TRADIÇÕES E SIMBOLOGIA

1- Já várias pessoas me perguntaram porque não se celebra numa data fixa o dia de Páscoa, tal como o Natal, por exemplo.
De facto, o problema dessa data já não é de agora. E nada me repugna se um dia vier a estabelecer-se uma data fixa no ano, sempre a um Domingo, certamente. Trata-se de uma questão disciplinar e não dogmática.
No princípio, os cristãos mantiveram a data móvel, porque, segundo o livro do Êxodo, já os judeus celebravam a festa da Páscoa, anualmente, no 14.º dia depois do equinócio da Primavera, em comemoração da saída do Egipto, dirigida por Moisés. As cristandades da Ásia continuaram a celebrar a Páscoa nesse dia 14, qualquer que fosse o dia da semana. Em Roma e no resto da Igreja, celebrava-se no Domingo seguinte a esse dia 14 de “Nisan”. No século II, acaba por prevalecer o uso romano, que escolheu o Domingo seguinte à Páscoa judaica, porque Cristo ressuscitou a um Domingo (em latim “dominicus” = dia do Senhor).
Continuando a existir conflitos por causa da data, o concílio de Nicea no ano 325 d.C, para dirimir a controvérsia, determinou que se celebrasse sempre no Domingo seguinte à primeira Lua Cheia que ocorre após o equinócio da Primavera boreal.
Sendo assim, já sabemos que a Páscoa pode cair entre 21 de Março e 25 de Abril. E todos os anos, há que verificar o calendário para ver se a Páscoa é alta ou baixa. No meu ponto de vista, seria mais cómodo para nós não terem respeitado o dia da festa judaica e desprenderem-se totalmente dessa data móvel, para celebrar antes a Ressurreição, num dia anual fixo de Domingo.
2- Tradições: o coelhinho e os ovos de Páscoa
A figura do coelhinho está simbolicamente relacionada com esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinónimo de preservação da espécie, numa época em que o índice de mortalidade era altíssimo. No Egipto Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.
A relação entre a reprodução e os significados religiosos da Páscoa está na esperança de um vida nova, que emerge quer da significação da festa judaica quer da cristã.
E os ovos da Páscoa? Também se situam neste contexto de fertilidade e de vida. Chocolates, enfeites e jóias tomam a forma de ovos nesta quadra pascal. Em suma, nós os cristãos temos motivos para festejar a Ressurreição do Senhor. Ela é o centro e a razão da festa. “Se Cristo não tivesse ressuscitado seria vã a nossa fé”.
3- Na capela da Póvoa, este ano houve um acrescido motivo de alegria pascal. O tecto sofreu obras de restauro. Estão praticamente concluídas as obras. Por cima do altar, na capela-mor, ergue-se, em bela pintura, um Cristo Ressuscitado. Só lhe falta uma iluminação adequada para o valorizar. Ao tecto, que Ele, na sua glória, já não pode morrer, ressuscitou. Aleluia.
Continuação de feliz Páscoa para todos.
Pe. Assunção

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

O candeeiro de cristal (texto enviado por "asas de vento")


O candeeiro de cristal

Ao longo das nossas vidas, todos nós nos deixámos arrebatar pelo simbolismo de um ou outro objecto com o qual estabelecemos uma qualquer relação. Também eu não fujo à regra e, como tal, trouxe à memória uma especial recordação, esta, sim, especialíssima. Trata-se de um velho candeeiro de “cristal”. De aparência imponente, escondia em si grandes fragilidades, tal como as do vidro que lhe deu origem. Todavia, fazia questão de exibir com requinte as suas formas poliédricas em que sobressaíam: o seu pé fino e firme, a sua perna alta e esguia, o seu tronco estreito e arredondado, a sua chaminé curvilínea e sensual. Se bem que naquele tempo tudo fosse mágico, este velho candeeiro era-o ainda mais pelo seu aspecto asseado, pela lisura das suas faces, pelo contraste que o envolvia e pelo misticismo que encerrava. Do alto do seu pedestal, supervisionava tudo o que gravitava em torno da sua auréola de ouro: o arquitectar de projectos, o lavrar de escrituras, o afirmar de intenções, o testemunhar de factos, o proferir de sentenças... Enquanto isso, a sua velha irmã, a candeia, encostada ao canto da cozinha, conformava-se com tarefas bem diferentes, mas não menos nobres: assistia à reza, alimentava os serões, guardava o fumeiro… Por seu turno, o seu irmão mais novo, o lampião, alimentava a bicharada da corte, ia à fonte em noites de breu, tapava os talhadoiros das proximidades… Com tais personagens e tão diferenciadas funções, parecia estarmos na presença de três classes luminescentes distintas. Não era assim, no entanto! Embora com diferentes desempenhos, todos trabalhavam para a mesma causa e a todos era proporcionado o alimento necessário à sua incandescência. Tratava-se, portanto e tão só, de uma classe que, por seu turno, iluminava a vida de uma outra – a dos não iluminados. Apesar disso e sem que nada fizesse para tal, o distinto cristalóide era destacado dos seus parentes próximos a pretexto da sua fragilidade, do seu aprumo ou da nobreza das missões que lhe eram confiadas. Por tal motivo, de quando em vez, assumia posturas egocêntricas, altivas e, até, de algum autoritarismo. Mesmo assim, era tido, pelos luminescentes das vizinhanças, como um referencial de virtudes ímpares, inigualáveis e só ao alcance de entidades supremas. A tudo isto, a velha candeia assistia de forma passiva e serena até que a sua chama se extinguisse. Por outro lado e com a maior das ingenuidades, o lampião sonhava, apenas, tornar-se no mais humilde dos panos que aliviassem o pó das superfícies polidas de tão distinto exemplar. Mas tal não quis o destino. No mais lúcido dos momentos e no mais leve dos alertas, afastou-se dele definitivamente e deixou-se guiar por aquela outra luz, a das estrelas, as tais que tudo sabem, tudo dizem e tudo anunciam. Seguidas de perto, estas amáveis criaturas fartaram-se de brilhar para si, só para si, tanto em noites de acalmia quanto de tempestade. Todavia, a figura do ditoso candeeiro não tinha ficado para trás. As suas luminescências cruzavam-se em redor do desdito lampião, como uma espécie de fantasma em encruzilhada de noite escura. Como a noite não passasse e a cruz se não desvanecesse, eis que é chegado Júpiter que, num assomo de raiva, soprou forte, muito forte e, num ápice, transformou em grãos escuros e informes a essência de tal cristal. Apagaram-se as luzes, a noite ficou mais noite e a aurora que se aproximava deu lugar a um novo dia.

(Extraído da obra “Álbum de Recordações” de Catarina Vá Com Deus)

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

EDITORIAL DO ARAUTO D’EL-REI

CRISMA, EM PREPARAÇÃO, NA NOSSA PARÓQUIA

No dia 18 de Maio próximo, irão ser confirmados 25 jovens da nossa Paróquia. Que importância dar a esta preparação nos dias de hoje, quando há décadas atrás, o bispo passava ocasionalmente pelas paróquias e celebrava, sem mais, este sacramento? Pelo menos, três razões o justificam:
1. A necessidade de receber o Crisma, para ser padrinho do Baptismo; 2. A vontade de aprofundar a fé e ratificar o Baptismo; 3. A oportunidade dos jovens pertencerem aos grupos organizados de apostolado juvenil.
Infelizmente, seria infrutífero este sacramento se outras fossem as motivações para o receber, tais como:
A) uma cerimónia social sem continuação na vida cristã; B) recebê-lo sem estar convicto da sua importância, mas apenas para estar segundo as normas da Igreja; C) ou entendê-la como a meta final da preparação cristã, sem compromissos posteriores com a Igreja.
São estas as implicações do Crisma: Fortalece a vida espiritual do Baptismo; é um momento necessário na iniciação cristã; é o sacramento do Espírito Santo; é o sacramento do compromisso eclesial e do testemunho cristão.
Daí, a necessária preparação “prolongada” para amadurecer a vida cristã e proporcionar aos crismandos o despertar de convicções, da criação de laços de fraternidade entre eles e o contacto destes com a vida pastoral da comunidade.
Assim entendido este sacramento, será com grande alegria que o rito da unção na fronte dos jovens, que sucederá na nossa paróquia no próximo mês de Maio (não se realizava já há 4 anos), resultará em festa cristã, extensiva aos seus padrinhos e a toda a comunidade que presenciará o gesto da imposição das mãos, o qual significará a entrega da missão que o sr. Bispo lhes confia.

NOTÍCIAS BREVES

- Comissões de festas exemplares
Na Póvoa, as últimas duas comissões de festas em honra de N.ª S.rª do Pranto apresentaram um saldo de 2.041,00€ (no ano 2006) e 2.973,10€ (ano de 2007). Ao considerarem que as obras de restauro da capela da Póvoa acarretavam uma despesa que não era fácil de suportar por um povo com uma diminuta população, decidiram entregar as sobras para a Capela da Póvoa. Parabéns pela atitude. Um exemplo para todas as comissões de festas. E que não lhes faltem nunca o apoio e os donativos necessários para organizações futuras de festas, por sinal, muito bem programadas, e administradas com uma gestão criativa e eficiente.
- Fim das obras, para breve
Estão em estado adiantado as obras de restauro e conservação da capela da Póvoa. No próximo número do jornal, esperamos apresentar já as contas finais, bem como alguma foto do tecto da capela após o restauro.
- A comunhão solene, juntamente com a primeira comunhão, serão realizadas a 4 de Maio de 2008; o Crisma será no dia 18 do mesmo mês.
Pe. Assunção

sábado, fevereiro 02, 2008

Dire Straits (Brothers in arms)

These mist covered mountains
Are a home now for me
But my home is the lowlands
And always will be
Someday you'll return to
Your valleys and your farms
And you'll no longer burn to be
Brothers in arms

Through these fields of destruction
Baptisms of fire
I've witnessed your suffering
As the battle raged higher
And though they did hurt me so bad
In the fear and alarm
You did not desert me
My brothers in arms

There's so many different worlds
So many different suns
And we have just one world
But we live in different ones

Now the sun's gone to hell and
The moon's riding high
Let me bid you farewell
Every man has to die
But it's written in the starlight
And every line in your palm
We are fools to make war
On our brothers in arms

TRADUÇÃO

Estas montanhas
cobertas de névoa
são um lar para mim agora
mas meu lar
são as planícies
e sempre serão
algum dia vocês voltarão
para seus vales
e suas fazendas
e não mais
arder o desejo
de ser um companheiro
de batalha
por estes campos
de destruição
batismos de fogo
assisti a todo
o seu sofrimento
enquanto a batalha
se acirrava
e apesar de terem
me ferido gravemente
em meio ao medo
e ao pânico
vocês não me desertaram
meus companheiros
de batalha
há tantos mundos diferentes
tantos sóis diferentes
e nós temos apenas um
mas vivemos em
mundos distintos
agora o sol
foi para o inferno
e a lua está alta
deixe-me dizer "adeus)
todo homem tem de morrer
mas está escrito nas estrelas
e em todas as linhas
de sua mão
somos tolos de guerrear
contra nossos companheiros
de batalha

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Iniciado em 2005, este blogue cumpriu em parte, aquilo para que tinha sido inicialmente projetado. Com o decorrer do tempo e tal como n...