terça-feira, julho 31, 2007

A NOSSA TERRA !




A Póvoa é pequena e divertida, mas seria muito mais, com crianças por todo o lado.

Todos nós gostamos da Póvoa e por isso cá vivemos e nunca a deixaremos.
Somos todos amigos p’ro que der e vier, ajudamo-nos uns aos outros sempre que se puder.
Na Póvoa há muito ar puro, cheira muito bem e as flores também.
A festa da Póvoa é no último fim-de-semana de Agosto, durante ela todos dançamos divertidíssimos.
A capela da Póvoa é muito antiga é pequena, mas linda.
Enfim, a nossa terra é demais!


A Póvoa, é uma aldeia
Pequena mas bela,
Foi o lugar onde nascemos,
E nós gostamos muito dela.

Foi bonito investigar
A história da nossa terra
Sentimos enorme orgulho
Por fazermos parte dela.


Bárbara
Bruna
Jesus

domingo, julho 29, 2007

Nova Sede da Junta de Freguesia

Foi em ambiente de festa e muita alegria, que se fez a inauguração da nova sede da junta de freguesia de Vila Nova de Souto D'El-Rei.
Edificio moderno, bonito, bem equipado, para bem servir a comunidade. Esperamos que seja essa a grande finalidade.
Estamos portanto todos de parabens, não deixando de salientar quem deu inicio à obra, quem a continuou e quem por fim a terminou.
Ao acto de inauguração estiveram presentes o Sr. Presidente da Camara de Lamego, os elementos da Junta e muito público. Em seguida o Sr. Dr. Assunção deitou a sua benção às novas instalações.
Aproxima-se agora o momento mais importante para muitos: o saboroso petisco que os esperava; o porco no espeto e não só...
Realmente estava delicioso. Obrigado aos senhores que tão bem prepararam aquele delicioso "piteu". A festa continua com muita alegria, convivio e animação.
Mas como não há "Bela sem se não" aqui também houve um pequeno "senão" que não agradou a muita gente.
Uma canção, que não veio nada a propósito; apenas mereceu criticas e sé deve ter agradado a quem a cantou. É pena que realmente não se saiba distinguir o que seode cantar em público sem ferir a sensibilidade de quem nos ouve. Naquilo nada se aproveitava, musicalidade não havia, conteúdo não prestva. Era como uma laranja seca, que depois de bem espremida, sumo nem vê-lo....
Aqui fica o meu recadinho, para que não aconteça o mesmo noutros convivios que se possam realizar.
Claro que isto nada teve a ver com a Junta.
Esta apenas merece os nossos parabens.
Celeste Venâncio

domingo, julho 15, 2007

À minha Mãe

Ser professor é uma missão,
De transformação, de pressão e grande tensão.
É ser pai, mãe, amigo, amado e odiado.
É dar carinho e compreensão,
Não ter ambição, nem predilecção.
Saber escutar e aconselhar,
Lavar a alma de quem precisa
E ampliar a auto-estima.
Construir projectos
E remar contra a maré.
É educar e revolucionar
As mentes mais incultas.
É acreditar que o mundo vai mudar
E a sociedade melhorar.
Ter esperança que a guerra termina
E acaba a discriminação…
É participar no crescimento social
E ser essencial.
É sorrir ao olhar terno de uma criança
E aberto à mudança e à inovação.
É ser dinâmico e criativo
E moldar o mundo nas suas mãos.
Despertar a curiosidade
E marcar para sempre a nossa mente.
É semear, pôr a germinar, aperfeiçoar
E saber direccionar.
É lutar e confiar,
Que um dia o reconhecerão
Como necessário na nação.
É tomar decisões pessoais e individuais,
Não indo contra as normas nacionais…

Obrigado mãe, por me ensinares a reconhecer o teu valor como mãe e professora.

João Gonçalves

quinta-feira, julho 12, 2007

Viagem no tempo

Foi no dia 23 de Dezembro de 1956

Eu nem queria acreditar

Chegou às minhas mãos

O alvará para ir trabalhar.


Abri e li, o lugar era Alhões

Junto às portas de Montemuro

Estava realizado um sonho

Uma porta aberta para o futuro.


Lá parti de madrugada

Pelos meus pais acompanhada

Atravessando vales e outeiros

Calcorreando caminhos e carreiros.


Íamos perguntando

À senhora Maria e ao senhor Manuel

Onde ficava a povoação

Cujo nome eu levava num papel.


Chegámos à Gralheira

Bem no alto da serra

Já íamos muito cansados

Mas nem sinais da dita terra.


Parámos um pouco

Quase sentados no chão

Aí nos aparece um padre

Que nos deu a seguinte indicação:


Cinco quilómetros mais

Estão em Alhões, perto de Tendais

É uma terra de gente trabalhadora

É o primeiro ano que lá têm professora.


Ficaram admirados

Quando cheguei à escola

Pois já lá estava há uns dias

Outra professora.


A escola era nova

Em primeira mão

E a professora era

De Santa Comba Dão.


Eram muitos alunos

Dos sete aos dez anos

Fizemos duas turmas

Sem chatices nem enganos.


Estavam todos matriculados

No primeiro ano escolar

Uns eram pequenitos

Outros já queriam namorar.


Todos nos respeitavam

De igual maneira

E cada um tomava posse

Da sua carteira.


Alguns alunos fizeram dois anos num

Mas sem passar de classe

Não ficou nenhum.


Trabalhei muito

Não ensinei só português

Ensinei matemática e preparei lições.

Fizeram também teatro

E aprenderam canções.


Durante todo o ano

Vivi num quartinho

Onde só cabia a mesa, a máquina de petróleo

A cama e um banquinho.


Foi-me cedido pelo senhor Regedor

Homem honesto e honrado

Era a autoridade máxima

Lá no povoado.


Fiz muitas vezes a pé

A viagem referida

Tive maus e bons momentos

Que nunca esqueço na vida.


Um dia eu e o meu irmão

Fomos atacados por um cão

Que guardava os rebanhos

Na serra da Gralheira

Livrarmo-nos deles, não havia maneira.


Logo apareceu o pastor

Que calmo como era

Sem grande esforço

Acalmou a fera.


Passados 52 anos

Cá estou eu

A recordar algo

Que nunca se esqueceu.


Lucília Alves

Póvoa, 10 de Julho de 2007

terça-feira, julho 03, 2007



Olá a todos, parabens pelo vosso trabalho, continuem o pessoal agradece......

Gentil Gonçalinho de Almeida

sábado, junho 23, 2007

Alô! Chamo-me Nuno, e sou neto do meu avô.
E é exactamente deste meu velho avô que começo por falar-vos:
- Ora, o meu avô não sabe que a terra é esférica, e suspensa no firmamento como todos os astros.
Ele pensa que ela é semi-esférica e assente numa base circular compacta, abaixo da qual nada existe.
Entende ele, e isso me ensina, que na terra existe uma escada – imaginária – talvez uma semi-construção em patamares da mítica torre de Babel.
Ora – ainda segundo ele – nós ascendemos ao conhecimento e à sabedoria através da subida de cada um desses patamares.
Nos primeiros patamares, nem a linha do horizonte conseguimos vislumbrar, e depois dos primeiros, a vista vai alcançando cada vez mais amplitude, ao mesmo tempo que se vai reforçando a sua telescopia.
Só que também em cada patamar que vamos subindo, fica sempre maior a diferença entre o que ficamos a saber e a consciência que vamos tomando do muito mais que há para descobrir.
Será também daí que resulta a conclusão do Outro que diz:
- Quanto mais sei, mais sei que nada sei. Daí também a humildade dos sapientes.
Não sei se será genética a predilecção que a minha família tem pelos montes, sendo certo porém que todos os subimos com muito agrado.
Paramos várias vezes ao longo da encosta e vamos apreciando as vistas que se alcançam de cada ponto. E é nessas paragens que o meu avô espraia embevecido as suas lições, quase sempre metafóricas.
Por mim, ouço-o com respeito e com o amor que todos sentimos por este ancião – acho que é assim que ele gosta de ser chamado!
E é engraçado que a verdade é que, quando estou na póvoa, a minha visão é limitada pelos montes, ao passo que se subo ao cimo do monte Dufe, passo a ser dono de uma região que vai daí até Tarouca, ao São Cristóvão e Vila Real.
Se porém subo ao monte de Santa Helena avisto uma região que vai de Montemuro até Armamar.
Se subo à Serra das Meadas, a minha vista domina toda a região do Pinhão até ao Porto.
Como conclusão acho que há alguma razão na ideia de que o nosso conhecimento é tanto maior conforme a “altitude” em cada um dos “patamares” da escada que vamos subindo na vida.
Deixemo-nos apaixonar pelos montes!
Começo a compreender os alpinistas.

Ass: Nuno Costa e Avô
Aventura

Prometo não continuar, porém só por esta vez permiti-me, rapazes da Póvoa e da minha idade, que partilhe convosco – sim, porque de partilha se trata – algumas considerações sobre o meu avô, nado e criado ai na vossa “lavra”:
Este meu velho, que não teve como eu, a felicidade de ter avôs, soube como ninguém encarnar tal papel.
Tem para os netos, sempre um ar bonacheirão e dispõe-se a perdoar as minhas malandrices e traquinices com o pretexto de que sempre foi mais malandreco do que eu.
Já vos falei das minhas brincadeiras com ele, em férias na Póvoa, no carro dos Flinstons, enquanto muito miúdo; brincadeiras dizia, que já só muito remotamente alimentam o sentimento da minha nostalgia – hoje cresci, e as minhas brincadeiras são outras e delas falarei em próximos capítulos.
Já vos falei também das suas conversas comigo sobre a aventura da subida dos degraus do conhecimento, e do dever de humildade perante a certeza da nossa ignorância.
Hoje falo-vos do que ele me ensina sobre o valor e a arte das palavras, conforme a sua composição no texto escrito ou falado. Estas devem obedecer a cuidada composição, tal como as notas musicais para obter uma boa e melódica sinfonia.
Diz-me ele, que elas (as palavras) gostam de ser adornadas com “perfumes, pérolas e pedras preciosas”, como as noivas para os seus esposos.
Com sufixos e prefixos podem ser aumentadas ou amputadas, e cada sinal no texto faz derivar sua beleza ou valor, dando também ao texto falado, diferentes entoações e pausas.
Também os adjectivos enfeitam ou deformam o “ramalhete” das frases.
As palavras podem ser de ira ou de amor, de concórdia ou de discórdia, de paz ou de guerra; podem ser francas ou cínicas, verdadeiras ou falsas, de aproximação ou de afastamento, e mesmo de provocação.
Se o nosso tempo tem como primordial importância a comunicação, temos de nos exercitar no uso e aperfeiçoamento da língua, e portanto, no uso das palavras.
Para beleza e sentido do discurso, devem ser colocadas em casas próprias, e não em casas alheias, ou fora de casa; e requerem cuidados como as flores de um jardim.
Por vezes precisam mesmo de ser podadas e “levantadas”.
Este meu avô malandreco, fala muito em linguagem figurada, com metáforas e mais metáforas, mas já nos entendemos bem.
Em férias, prepara-me as refeições, o banho e lava-me a roupa; ensina-me o preço e o valor da liberdade, da lealdade e da solidariedade.
Eu ajudo-o com diligente prazer nas suas ocupações, e ouço-o com venerável atenção e respeito, nos seus ensinamentos ou nas suas divagações.
Como é bom ter um avô assim! É de pasmar, este avô!


Ass: Nuno costa e Avô

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Iniciado em 2005, este blogue cumpriu em parte, aquilo para que tinha sido inicialmente projetado. Com o decorrer do tempo e tal como n...