quinta-feira, maio 24, 2007

Póvoa


PÓVOA


Porque fugimos?
Ontem, hoje e amanhã…
Ventos da vida esquecida,
Olhos fixos no luar,
Atenuando a tristeza do olhar…

Vibrando à luz fulgente da alvorada,
Induzida pelo sonho pleno de nostalgia,
Labirinto obscuro da mente,
Adormecendo o pensamento.

Noite e dia, nas entranhas da aldeia,
O sinal da madrugada levita,
Voluntariosamente se ergue,
À rotina da vida!

Saudades, muitas saudades…
Ocultadas pela sombra tenebrosa,
Ungidas pelo silêncio do monte,
Tomadas por quem perto passa,
Ouvidas pelo atento que espreita.

Dádiva evidente do alto,
Ele que nos guia e protege,
Libido sentido humano.

Rendidos ao esplendor da terra,
Envolvidos pelo sonho realizado,
Idolatria ténue da mente…


Fernanda Gonçalves

quinta-feira, maio 17, 2007

Parque de Merendas no Monte de UFE


Com o chegar de mais um verão, e com ele mais umas merecidas férias, é a altura de se dar a conhecer melhor, a localização do parque de merendas, no monte de Ufe.
Este parque inaugurado em 2005, talvez ainda não disponha das melhores condições para se utilizar, mas mesmo com algumas deficiências, será certamente um local de convívio e encontro entre amigos e familiares, que desejam sair do reboliço das cidades e conviver com a natureza, podendo desfrutar ainda das belas paisagens que nos são oferecidas a partir daquele local.Então para quem não conhece, e deseja começar a utilizar o parque, tem a fotografia retirada do Google Earth, (que pode ampliar, clicando nela) onde se vê a A24; Se pode identificar a Póvoa, Penude, bem como a estrada que liga Penude à Póvoa, passando por Quintela, Juvandes e seguindo depois da Póvoa para Melcões, passando sobre a A24. Nesta passagem não siga para Melcões, continue na estrada, florestal e logo encontra a entrada para o parque.
Se desejar ver mais em pormenor, clique no link ao lado “parque das merendas”, e viaje por onde desejar. Faça os zooms dos locais que desejar ver em pormenor. Arraste o mapa para procurar esses locais e em seguida faça um clique sobre os mesmos para ampliar. Pode viajar por todo o mundo.
Não se esqueça que o parque é de todos, por isso, quando o abandonar, deverá deixá-lo tal como gostaria de o encontrar.
Mesmo com algumas deficiências, devemos preservar aquilo que é de todos.Não deixe lixo espalhado pelo chão. Tenha em atenção que há uma mata grande e o menor descuido pode provocar incêndios, por isso antes de abandonar o local verifique se não há qualquer risco de incêndio.Divirta-se, mas deixe que os outros também se possam divertir e usufruir deste tipo de espaço.
Então pata todos votos de umas boas férias.

Jorge

terça-feira, maio 15, 2007



O blog da Póvoa

Naturalmente já todos nós reflectimos sobre a importância da criação do blog enquanto meio de comunicação.

A criação deste blog, foi uma ideia inovadora e genial, tendo em conta que este nos permite o diálogo, a convivência entre nós e o conhecimento de factos, acontecimentos e tradições que dizem respeito à nossa terra.

Penso que é aqui que reside a sua maior importância, já que de modo geral somos pessoas fechadas, devido em certa medida, às orientações educativas que recebemos desde o berço.
O blog também comporta/remete para a função cívica, na medida em que temos o dever de ponderar a forma como divulgamos os diversos assuntos e como comentamos os que outros abordam, numa perspectiva de bom senso e respeito pelos outros. É importante passarmos a imagem da gente que somos, gente de princípios e de carácter irrepreensíveis.

Falando da minha experiência como participante no blog, digo o seguinte:

- estou satisfeita com a criação deste espaço, porque através dele descobri coisas impensáveis, tais como o gosto pela poesia, que era algo desinteressante para mim. Hoje posso dizer sem mentir, é uma actividade de que gosto bastante;

- O blog ajudou-me a familiarizar-me mais com o computador, uma ferramenta de trabalho indispensável na minha actividade profissional, que porém já existe em minha casa há cerca de 20 anos, mas nunca me despertara interesse ou qualquer curiosidade;

- Por fim concluo que, aprender e poder partilhar acontecimentos ou outras coisas com os meus conterrâneos e amigos da Póvoa, é para mim um privilégio.

Por tudo isto, só tenho a agradecer a existência deste blog.

Celeste Gonçalinho O. Duarte

quarta-feira, maio 02, 2007

Falando ainda do cântico a Nossa Senhora do Pranto

Inicialmente esta gravação não se destinava a ser publicada, mas a servir de guia a uma nova interpretação de outro coro (o da nossa terra ). Eu própria não tinha essa intenção e tal como o próprio coordenador do grupo coral da Paróquia de Agualva me disse, se fosse para publicar, teriam feito algo muito diferente. Se a intenção inicial passasse por ser publicada, (obviamente teria de ser com mais tempo e outros meios ), o que tornaria impossível a referida gravação por absoluta impossibilidade.

Acrescenta-se, que esta gravação não faz justiça à verdadeira qualidade de desempenho deste grupo coral; esta é a pura realidade!

Celeste Gonçalinho Oliveira A. Duarte


sábado, abril 28, 2007

Cântico à Virgem do Pranto

A música e letra do cântico em honra de Nossa Senhora do Pranto que agora publico, não são profissionais. Eu própria as criei e não tenho formação musical nem em texto poético.
É uma melodia simples, tão modesta como o é a letra também. Todavia, na minha opinião, adapta-se à imagem de gesto triste, humilde e frágil desta Senhora.
É possível que não tenha grande interesse para alguns dos visitantes e colaboradores do blog. Porém, este cântico tem para mim um significado especial: acho-o autêntico e espontâneo porque surgiu de um impulso natural de uma necessidade de o realizar. Entendo-o e vejo-o como um acto oracional, no qual me envolvi a sério e outros como eu, se envolveram também.
Ao falar da envolvência de outros refiro-me ao grupo coral da Igreja Paroquial de Santa Maria de Agualva, a quem agradeço uma vez mais pela sua interpretação (vozes e instrumental).
No dizer do responsável deste grupo (o Ricardo), a gravação não está em perfeitas condições, devendo-se isso ao facto do reduzidíssimo tempo que houve (um dia apenas), para aprender a letra, ensaiar e gravar.

Nota: Esta música é dedicada em primeiro lugar à minha mãe, que me estimulou com a sua visível satisfação e aprovação quando a ouvia, às minhas irmãs Alzira e Alda Cristina que cantaram comigo na 1ª gravação e ao grupo coral que fez o trabalho definitivo que agora apresento. Dedico-a também aos meus conterrâneos, aos amigos da Póvoa e finalmente aos visitantes deste blog.
Para todos um abraço.

Celeste Gonçalinho Oliveira Duarte
Oiça aqui o poema
Veja aqui algumas fotos

quarta-feira, abril 25, 2007

Laureados ( por Zé Macário)

Tive ocasião e o prazer de, logo no inicio da minha participação no bloog, homenagear em vários escritos, pessoas simples da Póvoa, que influíram no meu crescimento, e que libertando-se da lei da morte, merecem serem lembrados entre os vivos. É no prazer das coisas simples da vida, que se vê a grandiosidade dos homens, que, por actos valorosos se vão da lei da morte libertando.
Foi tal o prazer nessas homenagens a pessoas idas, quanto o desprazer de imaginar homenageados aqueles de cuja vida, que se saiba, ninguém beneficiou.
Estes – que por vezes, nem na morte foram acompanhados – tendo vivido mortos ou nulos, não podem libertar-se nem nos é legitimo que os libertemos da lei da morte, até por configurar um acto de grande injustiça em relação aos outros.
Como de costume, no 25 de Abril e já perto do 10 de Junho, cá virá a procissão dos condecorados e comendadores – alguns valorosos entre tantos nulos…
Alguns mesmo, deixando atrás de si esteiras de vítimas exploradas.
Enfim, foge cão, foge cão, que fazem varão! Para onde? Para onde, se me fazem conde?!
Também no que diz respeito às coisas e gentes da Póvoa, me parece não devermos fazer promoções ou louvaminhas exageradas àquilo que nos parece menos merecedor. E neste particular, revejo-me muito num artigo de um anónimo que realço pelo conteúdo, entre outros seus de que mais gostei e invejo, pela singeleza e beleza da construção literária. Absoluto amante da vida, não posso ver em qualquer outra criatura um mérito maior, do que o dos nossos pais ou avós, que audaciosamente operaram o feito valoroso de nos parirem, criarem e educarem – sem a rendição à tentação do aborto – apesar das dificuldades com que o fizeram, afrontando, na nau das tormentas o mar revolto, que era a vida do seu tempo.
Não apoiarei portanto a promoção da imagem de alguém que, de si ou de seu, nada dera aos seus ou à sociedade. Não tenho nada contra quem o queira fazer – cada um sabe das suas razões – mas, também eu não darei nada para esse peditório.
Porém àqueles simples, que por “simples” actos valorosos, se vão da lei da morte libertando, também eu louvarei por toda a parte, se a tanto me ajudar o engenho e a arte.

Nova Apresentação


Na esperança de uma boa receptividade, também hoje resolvemos dar uma cor diferente ao nosso blog, a cor da esperança.
Esperamos de todos a continuação da vossa colaboração

Reativar este blog

Iniciado em 2005, este blogue cumpriu em parte, aquilo para que tinha sido inicialmente projetado. Com o decorrer do tempo e tal como n...