Quem sou?
Muitas vezes me tenho colocado a mim, ou a um qualquer alter ego, a seguinte pergunta: Quem sou?
Serei realmente quem penso que sou? Sou antes quem tu pensas que sou?
Alguém me confidenciava a propósito de um artigo meu no blog: Nunca te imaginei com aquele tipo de sensibilidade...
Então, eu não sou quem aquele amigo sempre pensou que eu sou, e ele construiu de mim, uma imagem distorcida...
Porém, que certeza tenho eu também, de ser quem eu penso que sou?
O que será mais importante e real na minha existência, quem eu penso que sou, ou o que o outro, ou a comunidade pensam de mim?
Por exemplo, eu penso ser sério, cumpridor, e honesto; Porém se a comunidade ou o outro, tiverem de mim uma ideia diferente, eu não consigo em qualquer lado obter o crédito necessário para a pessoa que julgo ser. Logo o que a comunidade pensa, passando a ser um estorvo ao meu ser, me torna naquilo que eu não sou.
Há uns anitos atrás – como o tempo passa – em Atenas, alguém arguido de um julgamento que duraria vários dias e noites, em vez de argumentar a sua defesa, fazia antes a apologia do Eu, embora com a certeza absoluta de que não iria mudar nada o veredicto daqueles juizes, por eles já terem formado por antecipação uma opinião contrária à sua essência, ao seu eu, e a verdade é que este amigo acabou condenado à morte, tal como previra e afirmara, por ter sido mais importante a imagem pré concebida daqueles juizes, do que o que ele sabia de si próprio. De nada lhe valeu a sua honorabilidade, seriedade, e honestidade, porque a realidade da sua existência passou a ser a realidade que os outros lhe construíram.
Devo então ser quem sou, ou antes esforçar-me por construir em mim a figura que julgo ser do agrado do outro? Que realidade teria afinal essa outra figura? Terá algo de real a realidade que outros constróem do meu eu, ou de um qualquer alter ego, perante a complexidade e intimidade do meu pensar, agir, e reagir?
Se a opinião dos outros a cerca de mim faz que seja o que não sou, ou que não seja o que sou, então não há realidade em mim, porque essa realidade depende da visão dos outros.
porém, o olhar dos outros não pode trespassar o muro que veda o quintal da minha intimidade, com todo o seu labirinto de complexidades.
Perante este pequeno exercício de maiêutica, continuo perguntando: Quem sou afinal?
Acredito ser simples criatura de um Deus maior, orgulhoso de ser pessoa, e capaz de fazer perguntas que nunca verei respondidas.
Um Bom Ano para todos Tônho d’Adélia
Blog de Povoa de Vila Nova de Souto D'El-Rei.---- Falando da Póvoa. É uma terra singular, um caso particular de um povo antigo acolhedor e amigo ... Esta terra também é minha de todas a rainha é onde repouso e descanso, e reponho a memória da nossa antiga história, contada nos caminhos, nos atalhos e nos velhos telhados. .... Falando da sua gente Em: http://www.povoavilanovasoutodelrei.pt.la Herminia Gonçalinho
csm
sexta-feira, dezembro 29, 2006
terça-feira, dezembro 26, 2006
DA PÓVOA À LAPA (Por Padre Assunção)

DA PÓVOA À LAPA
Valores e tradições na Póvoa
Quem visita o blog da Póvoa-Lamego, procurará descortinar particularmente o que lhe é específico. E quanto maior for a sua identidade, mais valor terá a sua divulgação. Mesmo na hora da globalização, há tradições que têm a marca da Póvoa, ainda que não o sejam exclusivamente de cá.
A tradição genuína é sempre uma boa notícia. E aí está uma de muito valor que vale a pena divulgar. Caro visitador do blog, sabia que todos os anos é nomeado rotativamente um “Juiz” da Póvoa, outro de Juvandes e outro de Melcões para organizar uma romaria ao Santuário da Senhora da Lapa (concelho de Sernancelhe)?
Sua função é a de recrutar peregrinos das três povoações para irem pedir à Senhora a bênção para as suas gentes, para os animais, colheitas e nomeadamente a sua famosa castanha. Na obra de Gonçalves da Costa, “História do Santuário da Lapa” p.53, um historiador natural de Quintela de Penude, pode ler-se: “A origem de algumas das procissões de penitência radicava nas graças alcançadas por intercessão da Virgem especialmente eficazes na destruição da lagarta, que invadindo vinhas, searas, árvores de fruta e hortaliças lançava os pobres lavradores na miséria. Nos castanheiros tornava-se a perda mais sensível, num tempo em que o povo se alimentava, em parte do pão de farinha de castanha, as “falachas”.
A lagarta deixava a planta completamente despida de folhas, de modo que, a breve trecho, secava. Daí, terem as freguesias do vale do Balsemão e do Varosa recorrido ao poderoso auxílio da Senhora da Lapa, a clamar remédio para tamanha desgraça.
São documentadas por Aquilino Ribeiro no “homem da Nave” estas romarias, informando-nos de que os porta-estandartes das terras de soutos (aludindo a Penude e Magueija) ostentavam grandes rosários ao pescoço que lhes desciam até abaixo dos joelhos em que os padre-nossos eram representados por castanhas rebordonas e as avé-marias por castanhas de demanda.
Perguntar-se-á. Ainda terá sentido na era pós-moderna, alimentar e apoiar estas tradições? Então os pesticidas já não previnem todas as calamidades…? “O coração tem razões que a razão não compreende”, dizia Pascal. A religião é intrínseca ao homem e não está prisioneira do tempo ou de uma cultura determinada. “O homem necessita de Deus como do ar que respira”. Esta afirmação é de Alexis Carrel, um convertido e prémio Nobel de Medicina.
Concluo, pedindo emprestada a voz ao poeta José Gonçalinho, aqui nascido, porque ele perpetua o sentido das tradições e dá-lhes a forma de um monumento, ao recriar-lhes constantemente a verdade.
“ Faz-me poeta a natureza…”
“ Rezo em silêncio, enquanto as preces minhas
São como o debandar das andorinhas
Cortando o azul infindo pelo espaço…” (Extractos dos poemas “Sedução” e “Alminhas”)
P. Assunção
Valores e tradições na Póvoa
Quem visita o blog da Póvoa-Lamego, procurará descortinar particularmente o que lhe é específico. E quanto maior for a sua identidade, mais valor terá a sua divulgação. Mesmo na hora da globalização, há tradições que têm a marca da Póvoa, ainda que não o sejam exclusivamente de cá.
A tradição genuína é sempre uma boa notícia. E aí está uma de muito valor que vale a pena divulgar. Caro visitador do blog, sabia que todos os anos é nomeado rotativamente um “Juiz” da Póvoa, outro de Juvandes e outro de Melcões para organizar uma romaria ao Santuário da Senhora da Lapa (concelho de Sernancelhe)?
Sua função é a de recrutar peregrinos das três povoações para irem pedir à Senhora a bênção para as suas gentes, para os animais, colheitas e nomeadamente a sua famosa castanha. Na obra de Gonçalves da Costa, “História do Santuário da Lapa” p.53, um historiador natural de Quintela de Penude, pode ler-se: “A origem de algumas das procissões de penitência radicava nas graças alcançadas por intercessão da Virgem especialmente eficazes na destruição da lagarta, que invadindo vinhas, searas, árvores de fruta e hortaliças lançava os pobres lavradores na miséria. Nos castanheiros tornava-se a perda mais sensível, num tempo em que o povo se alimentava, em parte do pão de farinha de castanha, as “falachas”.
A lagarta deixava a planta completamente despida de folhas, de modo que, a breve trecho, secava. Daí, terem as freguesias do vale do Balsemão e do Varosa recorrido ao poderoso auxílio da Senhora da Lapa, a clamar remédio para tamanha desgraça.
São documentadas por Aquilino Ribeiro no “homem da Nave” estas romarias, informando-nos de que os porta-estandartes das terras de soutos (aludindo a Penude e Magueija) ostentavam grandes rosários ao pescoço que lhes desciam até abaixo dos joelhos em que os padre-nossos eram representados por castanhas rebordonas e as avé-marias por castanhas de demanda.
Perguntar-se-á. Ainda terá sentido na era pós-moderna, alimentar e apoiar estas tradições? Então os pesticidas já não previnem todas as calamidades…? “O coração tem razões que a razão não compreende”, dizia Pascal. A religião é intrínseca ao homem e não está prisioneira do tempo ou de uma cultura determinada. “O homem necessita de Deus como do ar que respira”. Esta afirmação é de Alexis Carrel, um convertido e prémio Nobel de Medicina.
Concluo, pedindo emprestada a voz ao poeta José Gonçalinho, aqui nascido, porque ele perpetua o sentido das tradições e dá-lhes a forma de um monumento, ao recriar-lhes constantemente a verdade.
“ Faz-me poeta a natureza…”
“ Rezo em silêncio, enquanto as preces minhas
São como o debandar das andorinhas
Cortando o azul infindo pelo espaço…” (Extractos dos poemas “Sedução” e “Alminhas”)
P. Assunção
domingo, dezembro 24, 2006
Ao velho amigo
Se tu fores, meu caro Zé Monteiro, o Zé da Portela, que eu suponho que possas ou devas ser, então, velho companheiro e amigo, permite-me que me reapresente e que ao mesmo tempo te diga quanto apreciei a tua primeira participação no blog da Póvoa.
Sê bem vindo portanto.
Sim, sou o trigémio Zé Macário, Tonho D’Adélia e futuro Zé Costa; que sendo natural da Póvoa sou também um semi radicular de Sucres, neto de uma simpática velhinha cega de uma vista – a Ti Maria Costinha – bem do centro da povoação, como muito bem sabes, se fores – e serás – quem eu penso que és.
Não sabia que também eras dos que ias à Póvoa apanhar sanchas, pois retenho na minha memória como principal e quase único apanhador de sanchas aí de Sucres, o velho e pequeno Valentim Cerdeira.
Ao longo destes anos – e já lá vão 38 - pensava em ti de vez enquando.
Foi um prazer ler-te e reimaginar-te.
Obrigado Zé, meu caro Dr. Zé Monteiro.
Vai contando coisas.
Bom Natal!!
Se tu fores, meu caro Zé Monteiro, o Zé da Portela, que eu suponho que possas ou devas ser, então, velho companheiro e amigo, permite-me que me reapresente e que ao mesmo tempo te diga quanto apreciei a tua primeira participação no blog da Póvoa.
Sê bem vindo portanto.
Sim, sou o trigémio Zé Macário, Tonho D’Adélia e futuro Zé Costa; que sendo natural da Póvoa sou também um semi radicular de Sucres, neto de uma simpática velhinha cega de uma vista – a Ti Maria Costinha – bem do centro da povoação, como muito bem sabes, se fores – e serás – quem eu penso que és.
Não sabia que também eras dos que ias à Póvoa apanhar sanchas, pois retenho na minha memória como principal e quase único apanhador de sanchas aí de Sucres, o velho e pequeno Valentim Cerdeira.
Ao longo destes anos – e já lá vão 38 - pensava em ti de vez enquando.
Foi um prazer ler-te e reimaginar-te.
Obrigado Zé, meu caro Dr. Zé Monteiro.
Vai contando coisas.
Bom Natal!!
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Natal
Especialmente neste Natal
tal com há dois mil anos em Belém,
abre o teu coração a todos por igual,
suspende nele estrelas de fina brancura,
como metáforas não do mal , mas do bem
como nos diz a Lei, que desde então perdura!
Esta, foi-nos deixada por um Sábio Menino,
que sendo Deus veio á Luz,
apresentando-se ao mundo como um simples mortal,
com a fragilidade de um ser pobre e pequenino,
nascendo no humilde aconchego de um curral
Porém sabemo-lo: o seu nome é Jesus!
Celeste Gonçalinho Oliveira Duarte
tal com há dois mil anos em Belém,
abre o teu coração a todos por igual,
suspende nele estrelas de fina brancura,
como metáforas não do mal , mas do bem
como nos diz a Lei, que desde então perdura!
Esta, foi-nos deixada por um Sábio Menino,
que sendo Deus veio á Luz,
apresentando-se ao mundo como um simples mortal,
com a fragilidade de um ser pobre e pequenino,
nascendo no humilde aconchego de um curral
Porém sabemo-lo: o seu nome é Jesus!
Celeste Gonçalinho Oliveira Duarte
quarta-feira, dezembro 20, 2006
festas felizes
Ao(s) mentor(es) do projecto deste blog, ao(s) técnico(s) realizadores desta estrutura, aos colaboradores, e aos que futuramente venham a colaborar, aos amigos da Póvoa, aos que apesar de se manterem em "silêncio", sentem o mesmo carinho e apego à nossa aldeia, aos que à distância nacionais e estrangeiros (caso de um comentador brasileiro), que não nos conhecendo, apreciam os nossos valores tradições e a nossa genuina simplicidade; nos encorajam a prosseguir nesta caminhada, aos nossos idosos e doentes (que nos estão ligados por laços familiares ou de amizade),
e às gentes dos povos vizinhos da nossa terra, que nos conhecem e respeitam: a todos um Natal em verdadeira Paz, saúde e felicidade e que o Ano Novo, vos traga tudo de bom!
Vamos à Póvoa passar o Natal! Ela espera-nos, encarrega-se de nos reconfortar, de renovar as nossas energias e de nos deixar felizes!...
Celeste Gonçalinho O. Duarte
e às gentes dos povos vizinhos da nossa terra, que nos conhecem e respeitam: a todos um Natal em verdadeira Paz, saúde e felicidade e que o Ano Novo, vos traga tudo de bom!
Vamos à Póvoa passar o Natal! Ela espera-nos, encarrega-se de nos reconfortar, de renovar as nossas energias e de nos deixar felizes!...
Celeste Gonçalinho O. Duarte
terça-feira, dezembro 19, 2006
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Fábrica da Igreja (por Padre Assunção)
FÁBRICA DA IGREJA?
Por várias vezes, me têm interrogado paroquianos e não só, sobre a razão de se designarem Fábricas das Igrejas aos Conselhos Económicos Paroquiais.
No caso da Paróquia de Vila Nova de Souto d’El-Rei, a título de exemplo, o seu número de identificação fiscal está em nome de “Fábrica da Igreja Paroquial de Vila Nova de Souto d’El-Rei”.
Então, vamos à origem. A Igreja Católica existe há cerca de 2000 anos, convém tê-lo presente, e no concílio realizado em Calcedónia em 451, (um dos 22 concílios ecuménicos já realizados), aparece pela primeira vez, nas suas actas, a expressão “fabricarum eclesiarum”, que foi sendo repetida em concílios posteriores e se tem mantido até hoje.
Quando o Imperador Teodósio decretou por “edito” (ano 310) que a Igreja Católica adquiria o estatuto de religião oficial do Estado, terminando a clandestinidade e a perseguição dos cristãos, começou o processo de construção de templos, espaços para a celebração do culto. A maioria foi edificada de raiz, ainda que algumas igrejas fossem adaptações de templos pagãos.
As sobras da construção, quer os materiais quer os dinheiros eram religiosamente guardados por uma comissão que se erigia para o efeito. Por vezes, guardavam numa casa pertencente à paróquia esses materiais da igreja acabada de edificar. Ainda nos nossos dias, há Paróquias onde existe a “Casa da Fábrica”.
O tempo faz com que as palavras sofram ora evoluções fonéticas, ora evoluções semânticas. É o caso da Fábrica da Igreja. Aqui verificou-se uma mudança de significado, uma evolução semântica. No princípio, referia-se apenas à edificação (fabricação), depois aplicou-se esta designação aos materiais sobrantes da Fábrica da Igreja. Finalmente, passou a designar-se Fábrica da Igreja à Comissão encarregada de zelar pelos bens económicos da Igreja. Hoje, as Comissões Fabriqueiras, a meu ver, deveriam denominar-se pura e simplesmente “Conselhos Económicos Paroquiais”.
Mas em qualquer repartição de finanças ou nas Conservatórias do Registo Civil, ainda não foi registado este último nome como oficial. Foram muitos os séculos a sedimentar e prolongar essa nomenclatura, em documentos legislativos. É bom, porém que saibamos, esclarecidamente, a que se refere esta entidade.
A Fábrica da Igreja, porque os seus fins não são lucrativos mas religiosos, estou certo de que nunca irá à falência. Constato por experiência própria que a larga generosidade dos fiéis excede em muito a constrangente justiça de pagamentos obrigatórios. Essa é também a actual e permanente “edificação da Igreja”, o sentir-se cada um uma “pedra viva”.
E já agora… Será possível avistar a chaminé dessa Fábrica? Trata-se de uma metáfora, supostamente. Apenas na eleição de um papa, quando da chaminé do Vaticano sai um fumo branco. A última vez que se acendeu, foi no dia 19 de Abril de 2005.
Um santo e feliz Natal para todos.
Vila Nova de Souto d’El-Rei, 19 de Dezembro de 2006
Padre Assunção
Por várias vezes, me têm interrogado paroquianos e não só, sobre a razão de se designarem Fábricas das Igrejas aos Conselhos Económicos Paroquiais.
No caso da Paróquia de Vila Nova de Souto d’El-Rei, a título de exemplo, o seu número de identificação fiscal está em nome de “Fábrica da Igreja Paroquial de Vila Nova de Souto d’El-Rei”.
Então, vamos à origem. A Igreja Católica existe há cerca de 2000 anos, convém tê-lo presente, e no concílio realizado em Calcedónia em 451, (um dos 22 concílios ecuménicos já realizados), aparece pela primeira vez, nas suas actas, a expressão “fabricarum eclesiarum”, que foi sendo repetida em concílios posteriores e se tem mantido até hoje.
Quando o Imperador Teodósio decretou por “edito” (ano 310) que a Igreja Católica adquiria o estatuto de religião oficial do Estado, terminando a clandestinidade e a perseguição dos cristãos, começou o processo de construção de templos, espaços para a celebração do culto. A maioria foi edificada de raiz, ainda que algumas igrejas fossem adaptações de templos pagãos.
As sobras da construção, quer os materiais quer os dinheiros eram religiosamente guardados por uma comissão que se erigia para o efeito. Por vezes, guardavam numa casa pertencente à paróquia esses materiais da igreja acabada de edificar. Ainda nos nossos dias, há Paróquias onde existe a “Casa da Fábrica”.
O tempo faz com que as palavras sofram ora evoluções fonéticas, ora evoluções semânticas. É o caso da Fábrica da Igreja. Aqui verificou-se uma mudança de significado, uma evolução semântica. No princípio, referia-se apenas à edificação (fabricação), depois aplicou-se esta designação aos materiais sobrantes da Fábrica da Igreja. Finalmente, passou a designar-se Fábrica da Igreja à Comissão encarregada de zelar pelos bens económicos da Igreja. Hoje, as Comissões Fabriqueiras, a meu ver, deveriam denominar-se pura e simplesmente “Conselhos Económicos Paroquiais”.
Mas em qualquer repartição de finanças ou nas Conservatórias do Registo Civil, ainda não foi registado este último nome como oficial. Foram muitos os séculos a sedimentar e prolongar essa nomenclatura, em documentos legislativos. É bom, porém que saibamos, esclarecidamente, a que se refere esta entidade.
A Fábrica da Igreja, porque os seus fins não são lucrativos mas religiosos, estou certo de que nunca irá à falência. Constato por experiência própria que a larga generosidade dos fiéis excede em muito a constrangente justiça de pagamentos obrigatórios. Essa é também a actual e permanente “edificação da Igreja”, o sentir-se cada um uma “pedra viva”.
E já agora… Será possível avistar a chaminé dessa Fábrica? Trata-se de uma metáfora, supostamente. Apenas na eleição de um papa, quando da chaminé do Vaticano sai um fumo branco. A última vez que se acendeu, foi no dia 19 de Abril de 2005.
Um santo e feliz Natal para todos.
Vila Nova de Souto d’El-Rei, 19 de Dezembro de 2006
Padre Assunção
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Iniciado em 2005, este blogue cumpriu em parte, aquilo para que tinha sido inicialmente projetado. Com o decorrer do tempo e tal como n...
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Iniciado em 2005, este blogue cumpriu em parte, aquilo para que tinha sido inicialmente projetado. Com o decorrer do tempo e tal como n...
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A aldeia de Juvandes não me é indiferente devido a uma série de acontecimentos; coisas simples, que deixaram marcas felizes na minha memória...