terça-feira, dezembro 25, 2007

BREVE MENSAGEM DE NATAL (Por Pe Assunção)



Natal … festa da alegria e da Esperança!
A pessoa humana, na sucessão dos seus dias, tem muitas esperanças – menores ou maiores - distintas nos diversos períodos da sua vida. Na juventude, pode ser a esperança de um grande amor; a esperança de uma certa posição na profissão, deste ou daquele sucesso determinante para o resto da vida. Mas quando estas esperanças se realizam, resulta com clareza que na realidade, isso não era a totalidade. Torna-se evidente que o ser humano necessita de uma esperança que vá mais além. Esta grande esperança só pode ser Deus, que abraça o universo e nos pode propor e dar aquilo que sozinhos não podemos alcançar. O nosso Deus não é um deus qualquer, possui um rosto humano. O Seu reino está presente onde Ele é amado e onde o Seu amor nos alcança. O nascimento do Seu Filho na gruta de Belém é o maior presente (de Natal) dado ao mundo e a cada um de nós. Ele, único, é a totalidade das nossas esperanças.
“Anuncio-vos uma grande alegria: nasceu-vos hoje o Salvador”. Foi esta a mensagem do anjo aos pastores. É esta alegre notícia que hoje e sempre será anunciada, em dia de Natal.
Ao Sr. Administrador do blog e seus colaboradores, aos benfeitores da capela da Póvoa (com as obras em curso), aos visitantes do blog, a todas as famílias e a todos os paroquianos de Vila Nova de Souto d’El-Rei, desejo um Santo e Feliz Natal e um Ano Novo cheio de renovada alegria e esperança num mundo melhor,

Pe. Assunção

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Novos contadores da EDP


Portugal avança com novas tecnologias.
Portugal já não será mais, o país eternamente atrasado em relação ao resto da Europa.
As mais recentes tecnologias estão agora ao serviço do povo Português, tal como nos outros países.
Grandes empresas, como a EDP, que nos primeiros nove meses deste ano registou lucros de 665,2 milhões de euros, um aumento de 2,4% a mais que no ano anterior, prepara-se para instalar o mais recente contador, com telecontagem.
Um bom investimento, se for entendido, como um sistema que comunica a leitura do contador à distância, logo podendo substituir mais uns quantos trabalhadores, e aumentar a facturação da EDP.
Tal como dizia o Presidente da Portugal Telecom, (que também se prepara para despedir mais 600 trabalhadores;
-«Já temos vindo a despedir nos últimos anos e este ano por exemplo despedimos 600 pessoas. Corta o coração dizer isto, mas para o ano despediremos um pouco mais. As tecnologias criam empregos mais qualificados», disse.
È isso mesmo….
Mas isto ainda não é tudo! A EDP, prepara-se para substituir os referidos contadores, podendo daí retirar os seus dividendos, de acordo com a proposta apresentada ao governo pela, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), em que a substituição dos actuais contadores custará 1014 milhões de euros, cerca de 169 euros por contador, mas irá gerar benefícios de 1164 milhões de euros.
Agora pasme-se! Quem vai suportar a despesa da substituição dos contadores?
Claro; como não podia deixar de ser e mais uma vez os nossos vizinhos Espanhóis que fazem tudo sempre para chatear os Portugueses. Eles obrigaram as operadoras a suportar a referida despesa, retirando esse encargo aos consumidores, enquanto por cá a despesa dos cerca de 9,2 cêntimos, será suportada pelo consumidor.
Mas não há que ficar triste…. Também nos podemos vingar e vender energia à EDP!...
É a tal microgeração (produção de energia a partir de nossas casas). Ou seja, nós podemos produzir em nossas casas energia e depois vende-la à EDP! Só há um problemazinho, que é o custo dos painéis fotovoltaicos e mini-eólicas, são demasiado elevados para os bolsos da maioria dos Portugueses, a não ser que se vá buscar o tio Zé Rijo, homem que há já mais de 50 anos, produzia energia em sua casa, sem as novas tecnologias. O que faria ele agora!... nem imagino, mas certamente, do alto da sua casa, produziria energia suficiente para levar esta cambada toda para a sua alcunha...
Só Monte

sexta-feira, novembro 30, 2007

Diário da República

Clique no endereço que se segue, e veja algumas diferenças entre a Madeira e o Continente, publicadas no D.R. do dia 19 de Novembro de 2007.

http://dre.pt/pdf1sdip/2007/11/22200/0855108552.PDF

Carta a circular na internet

EXMO. SENHOR MINISTRO DAS FINANçAS

Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste
País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de
Lisboa, contribuinte n.º152115870vem por este meio junto de V.Ex.a
para lhe fazer uma proposta: a minha Esposa, Maria Amélia Pereira
Gonçalves Sampaio Cerqueira, foi vítima de CANCRO DE MAMA em 2004, foi
operada em a 6 Janeiro com a extracção radical da mesma. Por esta
"coisinha" sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade
de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído
de alguns benefícios fiscais.
Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA,
que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos
importância. Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente,
querer que para o ano seja retirado os benefícios fiscais, a qualquer
um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V.
Ex.ª o seguinte:

a) a devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Ex.ª que, com os
meus cumprimentos o dará à sua Esposa ou Filha.

b) Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua
Esposa ou Filha ainda:

c) Os seis (6) tratamentos de quimioterapia.

d) Os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.

e) A angustia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.

f) os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que
orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).

g) A ansiedade com que são acompanhados estes exames.

h) A angústia em que vivemos permanentemente.

Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha
Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios
fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo
para o fazer.
Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo,
a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.

Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V.Ex.a que
darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República,
agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e
a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e
outras...

Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender.

Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal...) e
por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso
desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.

Atentamente

19/Outubro/2007

Victor Lopes da Gama Cerqueira

sábado, novembro 10, 2007

A inauguração da Sede da Junta de Freguesia

Antes de ler este comentário, faça clique na imagem em baixo, e leia os dois textos.

Parece pelo conteúdo do segundo texto, do qual desconheço o autor, e espero não seja o Sr Presidente da Junta, que a Póvoa não faz parte da Freguesia de Vila Nova do Souto d'El-Rei, ou então o autor tem para com a Freguesia uma visão um tanto ou quanto distorcida. Será que o autor desconhece que a Póvoa faz parte da Freguesia?! se o desconhece, convém que rapidamente se actualize nos seus conhecimentos. Se não referiu a Póvoa porque apenas pretendeu referir-se a pequenas povoações; aí realmente terei que lhe dar razão, porque a Póvoa mesmo sendo pequena em tamanho, é realmente muito grande em cultura e saber estar. Esta é uma afirmação corroborada por pessoas que nem sequer da Póvoa são.
Jorge Venâncio

quarta-feira, novembro 07, 2007

Encosta-te a mim

Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.

Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.

Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.

Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.

Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.

Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Criança sofre

Foi ontem, carago, lembro-me nitidamente! E porque houvera de não me lembrar, se o ontem é tão próximo; só um dia ou mesmo só um segundo antes do hoje.
Eram vésperas do dia quinze de Agosto e eu tinha sete aninhos, tendo hoje já sessenta e três anões, não sinónimo, mas antónimo dos mesmos aninhos.
Na minha cabeça fervilhava já a ideia de ir à festa da Senhora do Outeiro para ver e ouvir a banda passar, ver a procissão e o arraial, e comer borrego e cubinhos de arroz doce e aletria.
Tinha para estriar umas calças e umas botas brancas cardadas, com quatro voltas de cardas, como aquelas que usavam os magarefes do Bairral, pois se bem se lembram o Bairral era terra de magarefes; botinhas de paixão aquelas - dizia o meu pai!...
Sim, porque cá por mim, até preferia andar descalço do que saber que iria levar um pontapé no cu, de cada vez que tropeçando, topasse com as biqueiras daquelas botinhas numa qualquer pedra do caminho.
Minha mãe mandou-me que fosse cortar o cabelo na barbearia do Gabriel de Meijinhos - barbeiro moderno que já não cortava só à tesourada, pois tinha máquina manual de cortar cabelos; mandou-me no entanto que o cortasse curto para não ter de o cortar todas as semanas.
Sentado já eu, na confortável cadeira da barbearia, o senhor Gabriel perguntou-me como queria o corte; ao que respondi que a minha mãe me dissera para o cortar bastante curto.
Sendo assim, o senhor Gabriel com a sua máquina zero rapou-me o cabelo todo, e em menos de um minuto deixou-me em cima do pescoço aquilo que mais parecia uma cabaça do que uma cabeça.
Ao regressar à Póvoa e sem sequer ter ideia de como vinha – pois nem sequer tinha olhado para qualquer espelho – a minha mãe pregou-me o maior dos sermões e quase lhe deu ganas de ir comigo a Meijinhos exigir a reposição do cabelo cortado.
Porém, bem pior do que isso, foi quando o meu pai chegou a casa e me deu tareia por lhe aparecer assim naquele estado descabelado.
Sim, ao outro dia os meus pais lá me deixaram ir almoçar, de cabeça bem tapada com chapéu de pano – que ficou conhecido como o chapéu do piletas – à senhora do Outeiro em casa da minha avó. Porém enquanto eles viram passar a banda, foram à missa da festa e ao arraial, eu fiquei prisioneiro, fechado em casa da minha avó, por não ter cabeça apresentável quando precisasse de a descobrir para cumprimentar alguém.
Embora me mirasse e remirasse muitas vezes na água das poças, por não haver espelhos lá em casa, nunca percebi muito bem o espectáculo da minha cabecinha rapada, mas lá que sofri, sofri caraças !
Sofri quase um mês, até que o cabelo começasse novamente a dar sinais inequívocos de crescimento.

Reativar este blog

Iniciado em 2005, este blogue cumpriu em parte, aquilo para que tinha sido inicialmente projetado. Com o decorrer do tempo e tal como n...